Ficha de internação veterinária: o que precisa ter (com modelo)

O CFMV não publica um modelo oficial de ficha de internação. O que ele faz é dizer o que precisa estar registrado quando o animal fica internado, e em 2025 essa regra ficou mais exigente: cada procedimento com data, hora e o nome e o CRMV de quem fez.

A internação no celular, com o mapa de execução
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Abaixo está o que a ficha precisa ter, de onde vem cada exigência e um modelo pronto para imprimir.

  • identificação da clínica, do veterinário, do animal e do responsável (com CPF e endereço);
  • o termo de consentimento para internação, assinado pelo responsável antes de internar;
  • o motivo da internação, os achados e o diagnóstico presuntivo;
  • o plano de tratamento: medicação, dose, via e frequência;
  • a evolução diária: data, hora, o que foi feito e o nome e o CRMV de quem fez;
  • os parâmetros medidos;
  • a alta, o óbito ou a retirada sem alta, cada um com o seu documento.

Existe modelo oficial de ficha de internação do CFMV?

Não. A Resolução CFMV nº 1.321/2020 traz nos anexos modelos de termos e atestados, entre eles o termo de consentimento para internação (Anexo VII). A ficha em si não tem modelo: ela é parte do prontuário, e a resolução diz o que o prontuário precisa conter. Cada clínica monta a sua, e o modelo deste texto segue essas regras.

O que a ficha de internação precisa ter

1. Identificação

A mesma de todo documento veterinário (Resolução 1.321, art. 3º):

  • veterinário: nome completo, CRMV, endereço, telefone e e-mail;
  • estabelecimento: razão social, CNPJ e registro no CRMV;
  • animal: nome, espécie, sexo, raça, idade real ou presumida, pelagem, sinais particulares e microchip;
  • responsável: nome completo, CPF e endereço completo.

2. Termo de consentimento para internação

A internação só pode começar depois que o responsável recebe e assina o termo de consentimento livre e esclarecido para internação e tratamento (art. 10, V, e § 1º). A exceção é o risco iminente de morte ou de incapacidade permanente: aí o veterinário atende antes e registra no prontuário por que o consentimento não foi obtido (art. 10, § 3º).

3. Admissão

Data e hora de entrada, o motivo da internação, o relato do responsável, o estado geral e os parâmetros na chegada, os achados do exame e o diagnóstico presuntivo (art. 9º, I a VI). Vale anotar também o tipo de internação e o leito, para a equipe se organizar.

4. Plano de tratamento

Cada medicação ou procedimento com a dose, a via, a frequência e por quantos dias. Escreva a regra ("a cada 12 horas por 7 dias"), não só o primeiro horário: é ela que diz à próxima pessoa o que ainda falta.

5. Evolução diária e execução

É a parte que a Resolução CFMV nº 1.653/2025 tornou mais exigente. O prontuário passa a ter os procedimentos realizados no paciente com a evolução diária, com data, hora e discriminação de todos os procedimentos, e a identificação de quem fez: nome completo e CRMV (art. 9º, VIII, na redação de 2025).

Na prática: cada dose dada, cada procedimento e cada nota de evolução levam data, hora e quem fez. Um "feito" sem nome não atende mais a regra.

6. Parâmetros

As medições ao longo da internação (por exemplo frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura e pressão), com data e hora (art. 9º, IV).

7. Exames

Cópia impressa ou digitalizada de cada laudo de exame laboratorial, especializado ou de imagem anexada ao prontuário (art. 9º, X, incluído em 2025).

8. Saída: alta, óbito ou retirada sem alta

  • Alta: a data e as orientações para casa.
  • Óbito: local, data e hora, a provável causa e a orientação sobre o destino do corpo (art. 8º e art. 9º, § 4º).
  • Retirada sem alta médica: o responsável preenche e assina um documento declarando que conhece o quadro e os riscos. Se ele se recusar a assinar, o veterinário registra no prontuário e duas testemunhas assinam (art. 11, com a redação de 2025).

E nos documentos do paciente internado, quem assina é o veterinário responsável pelo ato (art. 4º, parágrafo único).

Modelo de ficha de internação veterinária

Use como ponto de partida e adapte à rotina da sua clínica. Cada bloco abaixo é uma parte da ficha.

Clínica · razão social · CNPJ · registro no CRMV · endereço · telefone

Veterinário responsável · nome · CRMV

Animal · nome · espécie · raça · sexo · idade · pelagem · microchip · peso na entrada

Responsável · nome · CPF · endereço · telefone

Admissão · data e hora · tipo de internação · leito · motivo · relato do responsável · estado geral · diagnóstico presuntivo · termo de consentimento assinado: ☐ sim, em ___/___/___

Plano de tratamento (uma linha por item)

Medicação ou procedimentoDoseViaFrequênciaPor quantos diasInício

Execução (uma linha por horário)

DataHoraItemFeito ou pulado (e por quê)Nome e CRMV de quem fez

Parâmetros

DataHoraFCFRTemperaturaPressãoOutrosQuem mediu

Evolução (uma nota por turno)

DataHoraComo o paciente estáO que o próximo plantão precisa saberNome e CRMV

Saída · ☐ alta ☐ óbito ☐ retirada sem alta · data e hora · orientações ou documento emitido · assinatura do veterinário responsável

Como isso fica no Pawto Vet

A ficha de papel funciona até a primeira dose dada duas vezes, ou esquecida, porque ninguém viu o "feito" de quem estava no turno anterior. No Pawto Vet, a internação é a mesma ficha, só que ela trabalha junto:

  • o plano de tratamento é uma regra ("a cada 12 horas por 7 dias"), e o sistema monta os horários;
  • o mapa de execução mostra cada horário como agendado, atrasado, feito ou pulado, com quem marcou, e a enfermagem marca na beira do leito, pelo celular;
  • pular uma dose exige um motivo, que o próximo plantão lê;
  • os parâmetros viram gráficos com a faixa de referência da espécie;
  • a nota de evolução e o resumo de plantão ficam com quem escreveu, e quem chega confirma a leitura;
  • nada some do plano: editar, pausar ou remover fica no histórico, com quem fez e quando;
  • o termo de consentimento sai dos modelos da clínica, e o tutor dá o consentimento no app;
  • na alta, as instruções para casa aparecem no app do tutor.

E a internação está em todos os planos, sem módulo pago à parte.

Fontes

Conferidas no texto integral em 21 e 22/10/2026 e de novo em 28/10/2026.

  • Identificação de todo documento; documento eletrônico: Resolução CFMV nº 1.321/2020, art. 3º e § 2º
  • Documentos do internado assinados pelo veterinário responsável pelo ato: Res. 1.321/2020, art. 4º, parágrafo único
  • Conteúdo do prontuário; guarda de 5 anos; óbito: Res. 1.321/2020, art. 9º, I a X, §§ 3º e 4º; art. 8º
  • Termo de internação; consentimento prévio; exceção do risco iminente: Res. 1.321/2020, art. 10, V, §§ 1º e 3º; Anexo VII
  • Retirada sem alta: Res. 1.321/2020, art. 11
  • Evolução diária com data, hora, nome e CRMV; laudos anexados: Resolução CFMV nº 1.653/2025, art. 3º (art. 9º, VIII e X); art. 4º (art. 11)

Perguntas frequentes

Ficha de internação veterinária é obrigatória?

O registro é. A internação faz parte do prontuário, que é obrigatório, e a Resolução 1.321 exige a evolução diária com data, hora e quem fez. O formato da ficha é livre.

Precisa de termo de consentimento para internar?

Precisa, assinado pelo responsável antes de internar, salvo risco iminente de morte. O modelo do CFMV é o Anexo VII da Resolução 1.321.

Quem assina a ficha de internação?

Cada procedimento leva o nome e o CRMV de quem fez. Os documentos do paciente internado são assinados pelo veterinário responsável pelo ato.

A ficha de internação pode ser digital?

Pode, num sistema que garanta autenticidade e integridade dos registros (Resolução 1.321, art. 3º, § 2º).

Por quanto tempo guardar a ficha de internação?

Junto com o prontuário: pelo menos 5 anos depois do último atendimento.

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